[.Baixar.] O ano do cometa PDF Gratis (Maria Brant)

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SUMMARY
Em 1986, o mundo aguarda a passagem do cometa Halley. No Brasil, a redemocratização está em curso após 21 anos de ditadura militar. É esse o contexto da estreia literária de Maria Brant, um romance de formação sobre o complexo processo de luto e uma jornada de autodescoberta. No período de janeiro a dezembro, O ano do cometa mapeia a dor e a busca pelo significado de assuntos não ditos, mas captados pela percepção infantil de três meninas: Íris, Rosa e Violeta.Íris tem onze anos e, em meio às excentricidades da mãe e ao silêncio do pai, lida com a dor da perda de seu tio Peu. A procura por rastros e explicações se manifesta em detalhes: a cicatriz na testa em código morse, as lembranças do tio surfista e sonhador, os cadernos em cirílico do bisavô astrônomo e os fragmentos de história da família que parecem flutuar entre o que é real e obscuro, assim como os acontecimentos que ainda pairam pela história recente do país.O luto que ronda a família se expressa em Rosa de maneira diferente. O sentimento de não pertencimento, o novo país, o retorno de um exílio que ela não sabia que vivia se refletem num vazio preenchido com a compreensão do ciclo da vida e a superação dos medos — sejam eles de aranhas, do mormaço ou de uma iminente catástrofe nuclear pós-Chernobil.Violeta é quem, sob a possibilidade de voltar ao passado, olhando tudo de outra perspectiva, tenta compreender o que aquele ano significou para ela e para as crianças e os adultos que passaram por esse período. Como tudo aconteceu? Como entender o que vivemos?Maria Brant faz um mergulho na infância e transcende a crônica familiar para entregar uma meditação atemporal sobre as grandes ausências e os eventos históricos que se espelham no cotidiano. Como se a única forma de dar sentido aos “fragmentos de uma saga” pessoal fosse seguir a trilha dos “cometas e eclipses”, aceitando que a luz do vaga-lume só se revela e faz sentido quando abraçamos a escuridão. O ano do cometa propõe uma análise da fragilidade e da resiliência infantil, provando que a busca por nossa origem e identidade é tão vasta e necessária quanto o céu noturno.