[.Baixar.] A MENINA QUE COLECIONAVA SONHOS PDF Gratis (Verlene Moura)
About Company
Baixe ou Leia on-line A MENINA QUE COLECIONAVA SONHOS ebook, e-book grátis (PDF ePub Mobi) – Verlene Moura
![]()
Download or Read A MENINA QUE COLECIONAVA SONHOS by Verlene Moura in PDF or EPUB. Easy access for online or offline reading on any device. Visit the WEBSITE LINK for details!
Ready to get started? Access the book instantly via the links below:
LINK ⏩https://tiinyurl.cc/bSnmq490⏪
SUMMARY
Existem vidas que parecem ser escritas a várias mãos: pelas escolhas, pelos acasos, pelos ventos que mudam o rumo sem pedir licença… e pela força silenciosa de quem insiste em continuar caminhando. A minha vida foi assim. Uma travessia feita de perdas, recomeços, silêncios, fé e uma coragem que eu só descobri que tinha quando o mundo me empurrou para o fogo.
Eu venho de um lugar onde os sonhos eram pequenos demais para caberem na boca das pessoas, mas grandes demais para caberem dentro de mim. Venho de uma infância onde os brinquedos eram poucos, mas a imaginação era infinita; onde o quintal simples era suficiente para que eu aprendesse a conversar com a vida; onde eu pedia desejos para a Estrela d’Alva acreditando que ela realmente me ouvia. E ouviu.
Eu fui a menina dos pés descalços, dos joelhos ralados, do caderno gasto, da letra bonita e do mundo enorme dentro da cabeça. Mas também fui a menina do silêncio doído. Fui a menina que sofreu rejeição na escola, que ouviu risadas que não merecia, que carregou marcas na pele e na alma. Aquela que aprendeu cedo demais que o mundo pode ser cruel, mas que mesmo assim preferiu ser boa.
Cresci acreditando que nada seria fácil para mim — e não foi. Fui mãe muito jovem, sem estrutura, sem apoio emocional e cheia de julgamentos atravessando o meu caminho. Perdi passos, perdi direções, perdi o que não era para ficar. Fui expulsa de lugares que deveriam me acolher. Fui obrigada a me reinventar quando eu só queria sobreviver.
Mas a vida, essa grande professora indelicada, nunca deixou que eu parasse onde doeu. Ela sempre me empurrou mais adiante. Foi assim quando abandonei a escola e foi assim quando voltei. Foi assim quando larguei empregos que drenavam a minha alma. Foi assim quando decidi estudar enfermagem. Foi assim quando, pela primeira vez, a coragem falou mais alto que o medo.